quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A peleja de Rufiao e a metralhadora de gesso contra a carteira que soltava bala!


       O fato que vos conto aconteceu em 2006, estavamos bebendo num dos prédios do Rui Palmeira, após terminar a cachaça uma das pessoas que estavam lá queria porque queria sair para comprar cigarro, devido ao nível de bebida que tal indivíduo havia ingerido eu me inventei de ir acompanhar para o infeliz não se perder ou durmir na rua, na pressa acabei esquecendo a sandalia e indo para o posto descalço. No meio do caminho do posto encontramos uns "malas" olhando com cara feia pra gente, dai eu falei:

- Rufião, vamo adiantar o passo senão a gente se lasca!

Rufião pra dar uma de "caba homi" esperou os malandros chegarem e foi logo falando que tinha vindo do Rio de Janeiro a pouco tempo, e que conhecia todo mundo do mal lá, até o beira-mar e num sei quem mais lá. Um dos malandros que tava muito doidão me puxou pelo braço e falou pra mim:

- Ei "mermão" arruma 2 conto aí pra gente comprar de "coisa" ali.

Eu respondi: - Rapaz, tenho dinheiro não, pra voce ver minha situação tô ate descalço porque nao tenho dinheiro pra comprar um chinelo.

O mala começou a olhar meio errado pra Rufião, Rufião froxo que só um bago de jaca começou a falar com o outro "mala" pra pegar amizade e o que tava conversando comigo não botar pra cima dele. De repente levo outro puxão no braço:

- Ei bicho, que porra é essa no braço dele?

E eu: - Foi que ele levou uma queda da escada chegando bebo em casa um dia desses, daí o braço ta engessado.

E o mala: - Rapaz, tem nada escondido alí não? Na minha terra o povo esconde metralhadora e quando a pessoa menos espera leva bala no cangote, se tu quiser eu te dou minha sandália pra tu não andar descalço, agora leve esse bicho pra longe de mim.

Já perto do posto um dos mala chama o outro e bota a mão na cintura pra puxar alguma coisa, de repente se escuta Rufião gritando:

- Corre Jorge! Esse bicho ta armado!

E sumiu da minha frente feito doce em festa de menino.

Quando escutei isso me veio logo um calafrio, daqueles que voce não sabe se corre ou se fica, resolvi ficar, não sei se por achar melhor ou por não ter medo de carteira.

Sim, era uma carteira que o malandro puxou pra pegar dinheiro pra ir para um bar próximo, após o sumiço de Rufião um deles olha pra mim e fala:

- Oxe, esse bicho tem medo de carteira é? Vo lá ver qual é a dele, ficou fazendo medo ao meu chegado parecendo que tinha uma arma e agora sai na carreira.

Após 5 minutos de discussao calorosa consegui convencer eles a irem embora, já que isso poderia acabar em confusao visto que a essa hora o "caba homi" ja podia ter chamado a polícia.

Sai na procura do bendito, em uma rua próxima a floricultura em frente ao posto do Zé Tenório encontrei uma kombi véia, e um vulto abaixado perto do pneu, daí gritei:

- Pode sair porra, ja foram embora eles, é lucas que tá falando.

Nesse momento se escuta um grito semelhante a um barrão no cio. Era Rufião gritando e correndo pra um bucado de mato:

- Pega ladrão!

Na mesma horinha vi 2 vigias da noite que faziam a segurança no local também correrem com medo, achando que eu era o ladrão. Então decidi voltar pra casa, ja tava tarde, não queria ser confudido com um ladrão e Rufião certamente não ia sair tão cedo do buraco onde estava alojado, quando cheguei no local onde o povo ta bebendo o pessoal perguntou por Rufião e eu falei que ele tinha sumido no mundo. Saimos em grupo para procura-lo e quando estavamos desistindo e voltando para casa, avistamos um carro da polícia, fomos lá avisar ao policial que se encontrassem algum bebo na rua dizendo que fugiu de um assalto podia levar ele para tal endereço, quando olhamos no banco de trás reconhecemos Rufião, todo suado, com as canelas toda ensanguentada de pular quintal e levar carreira de cachorro. Ele desceu do carro e após saber que correu de uma carteira falou: - Ei pow, vamo deixar essa história entre a gente!

É, depois desse dia nunca mais falou que Alagoas não era terra de "caba homi".


6 comentários:

John disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Ligia Vieira disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Uma narrativa impressonante digna de um cabra da peste mesmo, q quando o perigo se aproxima num sabe se vai ou se fica!!!!!!
Num sei pq lembrei do personagem chicó do auto da compadecida.

eu nem gosto das histórias desse menino rsrsrs
ta aí mais uma dele q me fez rir bastante!!!!

Iris disse...

hahaahahahahahahahahaha

mto engraçado. ^^

Lívia disse...

engraçado é apelido!
hahaha
vc parece aqueles caras que fazem cordéis.. muito bom, simples e engraçado.
tem talento.
e tá, eu não conto a ninguem que isso foi inventando,
ops

Izaldy disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ficou muito boa a retração da história de nosso amigo Rufião.
pra qm ñ acredita eu conheço essa história e o protagonista da mesma, e digo, trata-se de um fato verídico vivido na serraria pelo valente cabo do exercíto Rufião!

Dallas Diego disse...

Fiquei imaginando a cena, muito cômico pow...
teu amigo querendo botar banca pros mala,kkkkkkkk!!!
ainda bem que existe bandido bonzinho ainda, quis te dar até uma sandália!!
kkkkkkkkkkkkk

Flws!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...