quinta-feira, 18 de dezembro de 2008


A teoria, na prática, é outra!

Por Eli Magalhães

Os caba tinham saído pra beber numa quarta daquelas. Pra variar, a noite ia começar na praia da Pajuçara e sabe-se lá onde é que ia terminar. Tudo começa muito bem. É uns golinhos de vinho aqui, uns copinhos de cerveja ali, conversa fiada e, de hora em hora, uma andadinha pra esticar o coro das pernas.

De andadinha em andadinha, acabou que, quando olham em redor, já tão na Jatiúca, às três da matina, conversando em banquinhos que normalmente seriam povoados por gatos em acasalamento. Nosso amigo, K. Porfírio, mais conhecido como Coronel, como sempre, demonstrava-se uma pessoa entendida das coisas.

A conversa deve ter começado com comentários banais sobre os "300 de Esparta", porque, sabe-se lá como, ela foi parar em um debate monótono sobre estratégia militar. E foi aí que nosso amigo se destacou. Não deixou de opinar sobre nenhum conflito que tenha envolvido mais de vinte homens desde Joana D'Arc pra cá. Explicou os erros de Waterloo, como os soviéticos encurralaram Hitler, porque os burgueses esmagaram a comuna de Paris, como os vietnamitas expulsaram os yankees da Ásia Oriental, como os EUA até hoje não acharam o Bin Laden, e como os emos do posto 7 conseguem escapar com vida dos headbangers de Maceió.

"O bicho é sabido mermo", ficou todo mundo pensando. Com certeza, se tivesse numa guerra, dava uma pisa no inimigo militar que não ia caber no gibi. Mas eis que tomam um balde d'água fria. Quando já eram seis da manhã, com o dia claro, na Jatiúca, voltando pra casa o Coronel foi assaltado! Estando um pouco afastado do grupo, andando mais atrás pra cuidar da retaguarda da tropa, o intrépido estrategista foi pego de surpresa. Os outros olham pra trás e o bicho tava branco que nem cal nova.

"Fui assaltado, véi! O cara chegou, colocou uma coisa nas minhas costas, me segurou pelo pescoço, enfiou a mão no meu bolso e levou meu celular!".

E outro astuto companheiro nosso retruca:

"Pera aí! Como é que o cara, com uma mão, coloca uma arma nas tuas costas, com a outra segura você pelo pescoço e, com a terceira mão, tira o celular do seu bolso?! Porra!".

E foi assim que o Coronel passou a madrugada todinha falando de estratégia militar pra ser emboscado e assaltado, em plena luz do dia, por uma pessoa que, discretamente, possui três braços. Pois é, a teoria, na prática, é outra.

5 comentários:

Jorge lucas disse...

Sábado passado depois da reuniao do DCE ele tava me explicando porque meu galo de briga perdeu a última rinha que disputou.

Eli Magalhães disse...

Na teoria... ele deve ter acertado...

Fabiano disse...

kkkkkkkkkkkkkkk

e essa deveria ter entrado pra enquete do mário hahaha

mas a pergunta eh: foi um homo sapiens depois de um passeio turístico em Chernobyl ou o Goro depois de uma luta no Mortal Kombat, e por isso sem um braço... que assaltou o Klebson?

Jorge lucas disse...

Olha, deve ter sido a Sheeva do Mortal Kombat, as outras mãos ela devia ta descansando pra usar no proximo trouxa.

Mário Júnior disse...

Hahahahahahahahaha!

Eu participei desse momento! E o pior é que foi um momento bem real mesmo.

Houve uns exageros por parte do Eli (que fez "participação especial" neste blog e abandonou temporariamente o dele, vá entender!), mas ficou muito bom o texto. O Klebson já viu isso?

Fabiano, ele foi assaltado pelo Goro. Com o quarto braço ele coçava as costas.

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