segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

♫♫♫ Pedro de lálálá ♫♫♫


No auge do programa do Ratinho no SBT foi enviada uma carta a direção, a mesma foi escrita por uma senhora de Senador Rui Palmeira ou Carneiros(nao lembro) que dizia ser uma irmã desconhecida do Pedro de Lara. Como Santana fica ao ladinho e é maior o jurado passou o dia fazendo a entrevista com a senhora e a noite foi dormir em um hotel perto de minha casa. O encontrei numa rua, ele indo em direcao a pousada, eu com meus 9 anos sentado numa esquina próxima a biblioteca jogando conversa fora com um amigo. Como o programa era cedo havia toda uma "tietagem" infantil, durante os poucos segundos que o vi de pertinho me recordo de uma "conversa amigável" que ele teve com uma menina da minha sala, que caminhava atrás dele puxando sua trança e falando:

- Pedro de Lara, gostei do cabelo grande, me dê essa xuxinha pra mim guardar de lembrança!

- Peça pro seu pai porra.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Inocente, puro e besta.


Isso aconteceu por volta do ano de 2001, tinha 12 anos e estava indo a praça num dia de domingo para paquerar as meninas que estavam saindo da missa, quando encontrei um rapazinho que devia ter uns 5 anos e morava na minha rua:

- E aí Elbinho, vamo na praça paquerar, arrumar uma namorada, já tá na hora viu!

Ele olha com um ar de desaprovação e retruca:

- Homi, vou não que eu não sou viado.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bilunga de aço!



História contada pelo professor João Paulo do MV:

"Vou sair mais cedo hoje, chegar em casa cedo pra comer um cuscuz e dormir"

Foi com esse pensamento que chegou em casa depois de uma jornada de 8 horas de trabalho Seu Juca, de maneira a abrir a porta rapidamente e encontrar sua filha de 15 anos, usando um vestidinho meio levantado e branca que só o Michael Jackson:

- O que porra é essa?
- É que me assustei painho, o senhor chegou cedo...
- Oxe, e você tem algo a me esconder?
Não não, mania de falar.

O pai olha desconfiado para o lado e ver dois pézinhos escondidos atrás do sofá, olha mais de perto e percebe que há alguém com as calças abaixadas:
- E você aí atrás "caba de peia"! Tá fazendo o quê?
- Vim matar uma barata seu Juca!
- E essa bilunga dura é pra matar a pancadas é?"

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Paquerando!


História contada por um amigo meu metido a "paquerador":

- E a viagem? Foi boa?
- Se foi? Logo no começo sentou uma menina do meu lado, pense numa coisa linda!
- E tu fizesse o que? Aposto que nada!

Percebo uma mudança na fisionomia do rosto, seguido por um sorriso e uma "gaitada":

- Eu? Ha ha ha! Quando ela sentou se "cubriu" com um lençol por causa do frio, aí a gente ficou só no jacaré!
- Que porra é só no jacaré?
- Só com o olhinho do lado de fora, olhando um pra cara do outro.
- Sim, termine logo a conversa...
- Pois foi, aí eu pensei em um bucado de assunto pra puxar conversa, pensei tanto que dormir em cacimbinhas e acordei na entrada de maceió(a federal).
- E ela?
- Foi sentar do lado de uma véia, pelo menos deixou um recado pra mim!
- Eita! Recado bom?

Novamente uma mudança de fisionomia seguido por um sorriso:

- Disse que se eu roncasse menos me daria uma chance, agora tenho que sair pois tenho hora marcada, té mais.
- Oxe, e vai pra onde?
- Curar meu ronco né!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A véia que morreu de calor(ou feliz).


Dois amigos conversando na feira:

- Que aglomeração da peste é essa hein?

- Sei lá, ou tão dando dinheiro ou é cachaça, tem mais gente ao redor do que maconheiro em show de reggae.

- Vamo lá ver.


E foram aos passos largos e encontraram frente a multidão um corpo estirado, duro, com um sorriso no rosto e um cremosinho quase cheio na mão direita. Resolveram então perguntar a algum desocupado como aquilo se sucedeu e obtiveram a seguinte resposta:


- Rapaz, essa véia chegou aqui nas carreira, dizendo que tava vindo do centro e que parecia que o cão/capeta tinha aberto uma filial lá, tava suada toda e disse que se não chupasse algo nutritivo como um flau/sacolé ou picolé ia desidratar ali mermo.

- E voces fizeram o que?

- Como tinha um rapaz com um carrinho de cremosinho aqui do lado a gente mandou ela ir lá comprar.

- Ela foi?

- Foi, só que na primeira dentada pra abrir o pacotinho ela caiu que nem jaca mole.

- E essa morte foi de que hein?

- Choque térmico.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Logica, passe adiante!


Um senhor estava trabalhando na roça, limpando um terreno por volta do meio-dia, com o rosto bronzeado e o suor descendo, eis que passa um rapaz que vendo a força de vontade do agricultor em terminar logo o serviço para poder descansar fala:

- Tu é bem dizer um agrônomo!

O senhor olha para o rapaz e sem pestanejar diz:

- Olhe, me tenha respeito, sei muito bem que agrônomo vem de agronoMIA, o gato MIA, ele bebe leite que vem da vaca, que é esposa do touro que tem ponta! Tá me chamando de chifrudo é cabra safado?

E matou o rapaz com três facadas no bucho.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O vigia e a jaca.


Durante as festas juninas de 2001, eu e uns amigos estavamos voltando de uma quadrilha, como não tinha nada mais interessante a se fazer um deles fala:

- Ei, vamo roubar uma jaca?
- Onde?
- Na feira pô! Hoje é sábado!
- E num tem vigia não?
- Ter tem, mas é uns fuleiros que não bota medo em ninguém não.
- É, a gente come rapidinho e depois vai pra casa, pode ser!

Fomos rapidinho e pegamos uma jaca entrando por baixo da lona de uma das barraca, quando saímos da lona escutamos o apito dos vigia:

- Corre bixiga!

Conseguimos nos esconder em uma esquina escura e esquisita. Abrimos a jaca com um canivete mas assim que íamos comer escutamos outro apito perto:

- Vamo fazer assim, a gente esconde a jaca aqui e volta daqui umas meia hora quando amanhecer.
- Pode ser.

Caminhamos até a praça e ficamos conversando até amanhecer e enchemos o bucho com a jaca:

- Já tá na hora, vamo lá!

Chegando no local encontramos o vigia sentado no batente com as mãos toda "melequenta", ele olhou pra gente e riu:

- Oxe! Era isso era? Era só vocês falarem comigo que eu pegava e "rachava" com vocês!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Rosário de côcô


"- Ó o rosário de côcô! Feito ainda hoje!"

Ao escutar isso, falei euforicamente:

"- Oxe, vou comprar um agora!"

Chamei o vendedor que estava sem camisa, suando(era meio-dia) e carregando sua mercadoria nas mãos, perguntei quanto custava e ao ouvir a resposta um sorriso surgiu em meus lábios, ao perceber que minhas moedas dariam pra comprar um rosário(para fazer um basta atravessar os côcôs ouricuri com uma linha até formar um circulo, formando um colar).

Fiz o pagamento e após o dinheiro ser depositado na "ponchete", o vendedor em um gesto rápido joga todos os colares nas costas suadas de modo a facilitar a tirada de um rosário para me entregar. Recebi a mercadoria com um pouco de nojo mas não iria "fazer gosto ao cão".

Enfim. Nada que uma boa lavada não resolva.


*Baseado em contos sobre a vida de algúem que prefere não se identificar.

sábado, 16 de maio de 2009

A rádio mais ouvida.


Um rapaz que também faz biologia fez-me o favor de relatar esse caso de tamanha bravura e apego a verdade, mesmo nas condições mais adversas nosso herói manteve-se firme no seu posicionamento, sendo motivo de orgulho para seus amigos e familiares.

" - Estávamos voltando de um show de reggae aí, eu e o pessoal lá da minha rua, como era um pouco perto das nossas casas a gente resolveu voltar andando mesmo, economizar o dinheiro do táxi. Era bastante tarde e a maioria das pessoas que estavam comigo tinha um visual "clichê" para um show de reggae(dread, pulseiras, colares, camisas com foto do Bob Marley...) rapidamente fomos confudidos com um bando de maloqueiros/maconheiros pela polícia que tava fazendo uma ronda pelas redondezas:

- Bora "rebanho" de vagabundo! Todo mundo com as mãos na parede!

E lá fomos, de costas e com as mãos na parede aguentar um "baculejo" feito com tapas na cabeça, insultos e piadinhas, num determinado momento um "homem-da-lei" chega perto do nosso héroi, dá um tapa na cabeça e faz uma pergunta:

- E ai maconheirozinho, qual é a rádio mais ouvida?

Como eu já tinha passado por isso sabia que a resposta que o policial queria era "Rádio Patrulha", aproveitei que estava do lado dele e cochichei:

- Fale "Rádio Patrulha" que ele te libera!

Mas fiel ao seus ideais de que somente a verdade pode mudar o mundo nosso herói não pensa duas vezes, e ágil como um casal de coelhos namorando responde:

- É a Gazeta!"

sábado, 9 de maio de 2009

O Bingo.


Durante os festejos de São Cristovão e de Senhora Santana aqui em Santana do Ipanema, vem um parque que se instala próximo a Igreja, com ele vem também bares ambulantes, barraquinhas de maçã do amor, e o tão famoso e conhecido Bingo da região, o Rainha da Cidade. Estava eu me arrumando para subir para o parque quando recebo uma ligação de um amigo:

"- E ai meu fio, vamo ficar rico hoje?
- Deixe de fulerage.
- Tá pensando que eu tô com onda é? Me espere próximo da esquina e leve dois reais com você."

E lá fui eu, todo animado achando que ia ganhar dinheiro fácil, assim que encontro o rapaz que me ligou nós seguimos para o Rainha da Cidade, pois ele me falou que nunca perdia nesse bingo, que nasceu com a bunda virada pra lua, que ia ganhar dinheiro e pagar uma grade de cerveja e três maço de cigarro e por ai vai. Esperamos o prêmio aumentar parar participamos do jogo, e eis que escutamos:

"- Próxima rodada vale 15 reais e um copo de cerveja geladinho"

Desembolso os 50 centavos e pago rapidamente, ficando com a cartela do lado de uma véia.
Recebo uma advertência:

"- Ei, se ligue que essa véia tá há três dias jogando sem parar, já ganhou o suficiente pra comprar mais de 2 litros de pitú! Melhor a gente sair de perto dela, deve da azar.
- Deixe de ser frouxo, homem que é homem ganha aqui mermo!"

Termina a primeira partida e adivinha quem gritou bingo? Sim, a véia. Resolvo então trocar de cartela, mas sem sucesso pois a bendita ganha novamente os 15 reais e a cerveja geladinha.
Após ganhar duas vezes seguida ela troca de cartela, aproveito o momento e rápido como rabo de catenga cortado pego a cartela da mesma, sorrio, acho que vou ganhar da fida da peste e penso que deve ter algo de diferente nela para tantas vezes ser sorteada seus números. Ilusão, perco novamente para a mesma senhora, que do nada se retira do bingo e desce em direção a praça. Desisto do jogo, guardo meus últimos 50 centavos para o próximo ano ganhar da safada, obter minha vingança e meus lucros infinitos.

Se alguém encontrar uma senhora com essas características jogando em bingos e sempre ganhando me liguem, tenho uma pendência a ser resolvida.

"Palavra de homem racha, mas não volta diferente" (Tom Zé)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Manual sexual d@ militante de esquerda!

Por Guto Ferreira

Introdução

O sexo da esquerda marxista tem suas peculiaridades, antes de analisarmos esta modalidade de atividade devemos conceituar o sexo, ele é em sua essência uma atividade humana, ao copularmos nossos corpos são diretamente afetados, sendo modificadas nossas taxas de hormônios havendo um bem estar pessoal dependendo da freqüência e qualidade da atividade, além de poder resultar em uma fecundação. Se considerarmos o corpo humano como natureza, então podemos afirmar que o sexo é uma atividade humana que modifica a natureza e satisfaz um necessidade humana concreta, ou seja, sexo é trabalho. E como todo trabalho ele gera valor, valor este que em uma relação sexual capitalista é expropriado na forma de mais-valia-sexual por um dos sujeitos envolvidos nesta relação. Ou seja, Numa relação sexual capitalista um dos sujeitos satisfaz a suas necessidades sexuais em detrimento a uma satisfação incompleta ou satisfação nula do outro. Outra peculiaridade do sexo capitalista é que esta relação caso haja fecundação um novo proletário sexual pode ser gerado, o sexo é algo fundante.
Já a relação sexual do militante marxista de esquerda visa acabar com esta forma de reprodução da exploração da mais-valia-sexual, ou seja, contrariar a dinâmica sócio-metabolica do capital no sexo, destruir as amarras da opressão, é tanto que quando Marx fala em sua obra em uma sociedade “onde jorra o Leite e o Mel” ele refere-se literalmente a relação sexual do militante de esquerda, do militante sexualmente revolucionário.

Sequem agora algumas dicas para você militante marxista de esquerda, de como praticar um ato sexualmente revolucionário!

Primeiramente para não haver uma expropriação os militantes têm de ser sexualmente compatíveis, pois assim, diminui-se o risco de alguma das partes não se sentir satisfeito ou explorado após o ato do acasalamento.
Antes os sujeitos devem se conhecer a analisarem as capacidade e potencialidades sexuais um dos outros, esta etapa consiste em: o militante listar as posições sexuais que estar apto e treinado para executar bem como o nível de pericia que pode alcançar, especialidades e formação acadêmica, lembrando que quanto mais a mão de obra for sexualmente especializada mais valor agregado a produção sexual vai haver. Ou seja, nada de juntar uma militante que saiba fazer “sexo tântrico” (nível 7 de acordo com o: Nivelador Sexual da Sociedade Moderna; 2007; pg. 69) com outro que ainda não saiu do “papai e mamãe”( nível 1 do: NSSM; idem).
Os padrões de beleza não devem ser levados em consideração, ou seja, aquele militante cabeludo, gordo e feio não deve se desprezado, a única qualidade que deve ser levada em consideração é o nível sexual. Nenhum militante deve ser desconsiderado, todos tem direito ao trabalho, ou seja, o sexo. Caso contrario será gerada uma mão-de-obra sexual de reserva ou exército sexual de reserva que serve além de tudo para aumentar a competição entre indivíduos. Este exército tende a aumentar com a inserção de Capital fixo nas relações sexuais na forma de maquinários, utilizados principalmente por mulheres.
O militante de esquerda marxista deve ser extremamente ativo em sua militância sexual, quanto mais pessoas interagem sexualmente com ele mais próximo da revolução se chega. Ele deve sempre recrutar o máximo de pessoas possíveis (a exemplo do PSTU) e deve sempre lembrar o único mandamento “divino”:
“Pegarás, mas não se apegarás”
O sexo Grupal seria a forma ampliada da militância sexual, e uma forma de comunhão entre os sujeitos sem igual, ele não deve leva em consideração o nível sexual dos envolvidos, apesar, de termos militantes de níveis diferenciados a interação entre mais de dois sujeitos gera uma forma singular de relação. Onde na maioria dos casos os indivíduos interagem “contribuindo dentro das suas possibilidades” e tendo como retribuição o suprimento das suas necessidades, sendo que quando um dos sujeitos não completa outro na relação existe outros dispostos a realizar a complementação.
Caso haja fecundação no sexo militante a produção deve ser socializada dentro dos padrões sexuais dos pais para não reproduzir relações sexuais que fomentem do modo capitalista de produção.
Este foi um opúsculo sobre o tema, estaremos aprofundando o debate em divers@s militantes... digo... com divers@s militantes

Um abraço para todos aqueles que ajudaram na formulação deste texto, tanto as contribuições teóricas como praticas, em especial para o coletivo feminista revolucionário de esquerda - COFRE; ao Partido Único do Trabalhado Assalariado - PUTA, e todos os militantes sexualmente revolucionários.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O motorista.


Ano passado durante os festejos da padroeira de Santana do Ipanema (Senhora Santana) estava na praça ao lado da igreja, olhando o parque, tomando sorvetinho de 25 centavos (aqueles que a casquinha tem gosto de papelão) e conversando com amigos sobre como era bom andar no parque e quais brinquedos eram mais divertidos. De acordo com a maioria, o campeão seria aqueles carrinhos colados uns nos outros que cabiam duas pessoas e andavam num trilho cheio de placas nas cruvas, sinalizando cidades e estados. Após a apuração dos votos Uoxitu resolve compartilhar sua experiências automobilísticas conosco.

" - Era massa pô, mae me trazia pra cá pra andar, mas eu só gostava de andar nos carrinhos do meio e do final, o primeiro carrinho que fica na frente eu nunca andava não.

- Oxe, e porque não? Era bom aquele, você ficava bem na frente com o espaço visual todo livre.

- É, só que como os carrinhos eram todos colados eu achava que o da frente era o que controlava, se eu tivesse na frente e errasse a curva todo mundo ia se lascar. Melhor não arriscar né?"

ps: não encontrei nenhuma foto na net do brinquedo do post, o da foto é "parecido" mas é muito moderno, sem as plaquinhas e as rampinhas que davam emoção.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Essa entende.


Tenho por parte de pai uma parente que nunca entendi o que ela é minha, apesar de chamar de Tia Mariquinha, ela mora num sítio perto da cidade e por volta dos meus 8 anos lembro de ir lá pra tomar banho no rio(quando tinha água), pescar e brincar. Um belo dia eu tinha acabado de chegar e descer da fiorino que pai tinha, tava com um fandangos na mão e comendo feliz quando fui abordado por uma menina também novinha que morava na região, ela apontou pro pacote falando:

- Ei, me dê uma.


Queria muito comer sozinho e feliz, mas por educação resolvi compartilhar e dividir o salgado com a menina, quando estendi o pacote pra ela abrir as mão e eu despejar recebo uma advertência da mãe dela:

- Oxe, dê não que ela come, ela não sabe brincar não menino.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Rimando no carnaval.


Tive o prazer de passar o carnaval ano passado na cidade de Neópolis(SE) que fica na beira do Velho Chico e em frente a Penedo, a cidade é pequena e antiga, cheia de ladeiras e igrejas, com um carnaval bem popular feito somentes por pequenos cordões tocando frevo e as pessoas seguindo a música e se melando. Em locais estratégicos das ruas ficam caminhões pipas com bombeiros jogando água nas pessoas para refrescar visto que faz bastante calor nessa época do ano. Como é festa e os foliões não conseguem ficar muito tempo quieto sem arengar ninguém assim que cheguei perto do caminhão vi pessoas pulando e escutei alguns gritos eufóricos vindo das multidões do tipo:




"Inha inha inha a mãe do bombeiro é minha"




"Unda unda unda o bombeiro dá a bunda"


Me senti comovido com a capacidade organizativa e a criatividade, pensei que se conseguisse canalizar toda essa energia para algo produtivo o mundo estaria a salvo, como isso seria muito cansativo coloquei meus neurônios para trabalhar e tentar algum grito pra sacanear os bombeiros, quando percebi que era o momento levantei as mãos e falei:


"Ado ado ado o bombeiro é um capado"


Percebi que as pessoas gostaram visto que assim que a frase terminou elas começaram a repetir mas foram interrompidas no final por um grupo de homens bêbados vestido de mulheres que emendaram o final:


"Ado ado ado... eu vou dá a minha bunda"


Todo mundo que estava ao redor olhou para esse grupo para saber o porque desse final, mas não foi nem preciso perguntar, assim que olhamos para eles um comentou o incidente:


"Foi mal, pensei que a rima fosse essa"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O namorador.


Tava em casa sossegado esses dias, quando um amigo me liga e chama pra ir pra uma festa numa cidade vizinha, quando questionado sobre a qualidade da festa e das pessoas presentes o seguinte diálogo foi estabelecido:

- Oxe, já liguei pras todas as meninas da cidade avisando que a gente ia.

- Sim, bonito é chegar lá e não pegar nada.

- Relaxe, mandei elas irem logo "amolando o priquito", quem manda lá sou eu rapaz!

Chegando na "terra prometida" nem a namorada do infeliz apareceu pra recepciona-lo, ficamos sozinhos na praça que nem dois abestalhados, a saída foi pegar a estrada e ir para outra cidade já que era dia de discoteque que funciona da seguinte maneira, uma garagem véia, com um negoço no teto e umas luzes piscando imitando um jogo de luz, umas caixas de som dessas de carro no pé da parede, homem paga 2 reais(se não pechinchar) e mulher entra de graça, e o cd de Aviões do Forró tocando até abusar. Aguentamos 5 minutos e voltamos pra casa. Outro dia desse me liga novamente e o diálogo foi assim:

- E aí, "vamo" lá hoje de novo?

- Rapaz, é o seguinte, tenho amor ao meu orgão sexual, já faz 5 dias que voce falou pras meninas que iam, se realmente elas estavam amolando o negoço, hoje deve tá tão afiado que tô até com medo de ir.

Tirei dos meus roteiros de festas as cidades "amoladas".

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cinco anos na universidade. Sabem menos que crianças de cinco anos.


Por Mário Júnior*


Era o grupo mais revolucionário do movimento estudantil. Contra os governos. Contra os partidos. Contra a repressão. Contra o neoliberalismo. Contra o capital. Só não era contra si próprio.

Sentiam-se como o mais coerente dos grupos políticos organizados. Os únicos que não se vendiam por nada e que saiam coerentes de toda e qualquer situação. Os únicos verdadeiramente vermelhos e combativos. Todos os outros possuem máculas, exceto eles. Só eles são virgens!

Eleição para o DCE-Ufal? Se tiver partido político na chapa eles não participam, é uma “aliança eleitoreira” e revolucionários-radicais-e-vermelhos não se vendem ao parlamentarismo burguês!

Por isso, os revolucionários abandonaram a chapa: para não macular sua coerência suprema. E quem quis entrar na chapa? Esses sofrem de um crônico “reducionismo teórico”, passaram a enxergar que “a crise da humanidade é uma crise de direção”, não são revolucionários o suficiente para formar frente com eles!

Pois bem. Os revolucionários de verdade são assim: como nômades, trilham solitários o caminho da pureza. Isso faz bem para o ego. Dá pra afirmar numa discussão de barzinho: “eu fui o único que resistiu e minha camisa vermelha é mais vermelha do que a sua!”

Mas não dá pra esquecer que, na prática, enquanto um grupo de “eleitoreiros” acordavam às 5 horas da manhã para evitar um golpe do PcdoB que inviabilizasse as eleições de um DCE que não possuía gestão fazia mais de um ano; os revolucionários-radicais-e-vermelhos dormiam em suas casas, com seus pijaminhas vermelhos, cobertos com seus lençóis vermelhos e abraçados aos seus bakunins de pelúcia vermelhos.

Isso porque quem tem que organizar uma entidade ou um Congresso Nacional de Estudantes está sendo guiado por um “reducionismo teórico”. A saída não está nesse tipo de prática, mas sim no mar. O mundo não é feito por 2/3 de água sem motivo.

Organizemos os pescadores para dominar os sete mares, encontrar Atlântida e fazer dela a capital do comunismo!


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O pé pornográfico.

Há muito tempo, eu devia ter uns 12 anos e saia de casa pra jogar bola numa quadra perto de casa, no caminho existia um pé que dava um fruto verde, cujo formato lembrava duas cabeças de pênis coladas uma na outra, por isso era chamada de pé de pica na região. Outro dia lembrando histórias da infância um colega me explicou que o nome do pé nao era o que a gente chamava, o nome certo seria "bom nome", quando eu questionei sobre o porque desse nome ele falou que o senhor que vende churros na cidade um dia explicou o porque, tintin por tintin.

"Assim que Deus fez o mundo, mandou os anjos botarem nomes nas coisas. Um anjo viu uma planta meia esquisista e perguntou:

- Ow Deus, essa planta aqui é diferente, eu boto que nome nela? Parece um pé de pica!

Deus olha pro anjo e responde:

- Bom nome!"

*Bom, lembrei dessa história esses dias, procurei no google uma foto mas pelo jeito o nome não é nenhum desses que eu pensei que fosse e falei no texto(bom nome, pé de pica), mas quem ja viu o pé vai saber de qual estou falando, para quem estuda na UFAL e é curioso, existe um pé desse lá no pátio do CCBI(Centro de Ciências Biológicas).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

História pra boi durmir.


*Baseado em histórias verídicas sobre a vida de Erick Tampinha.

"- Que foi isso na tua mão hein? E porque tu tá todo sujo de terra?
- Oxe, tá sabendo não? Cheguei agora duma vaqueijada ganhei o primeiro prêmio, pense na moleza.
- Moleza nada, tu tá com a mão toda fufida aí, enrolada nesse pano véio. Como foi isso?
- Foi que inventei de puxar o último boi com dois dedo só, aí o fi da peste devia ter umas 15 arroba, puxei a primeira vez e o bicho não veio, ai ele se invocou e puxou de volta amassando meu dedo e quebrando em 11 pedaços.
- Sim, mas tu ganhou o prêmio? Fizesse como entao pra derrubar o boi?
- Ha po, quando ele puxou eu cai do cavalo com o dedo quebrado, ai corri como a peste, cheguei atrás dele e dei uma tesoura, caiu certinho na faixa.
- Isso né conversa não?
- Confia nos amigos não é?
- Tá certo, tá certo, aí tu ficou sujo da carreira que deu foi?
- Não, a carreira que eu dei foi quando tava saindo do sítio na moto, veio uns 3 caras de moto também atrás de mim pra roubar os 500 conto da vaqueijada, aí eu botei pra correr.
- E se sujou da terra voando na cara?
- Não, me sujei quando fui fazer uma curva perto do DNER, aquele retorno eu fiz a 120 km, fiz a curva tão deitado que pode ver que entrou areia até no bolso.
- Mas lá é asfalto já, num tem areia pra entrar no bolso não.
- Oxe, tá sabendo não da reforma daquele bar em frente ao retorno? Tá cheio de areia pra fazer o cimento po!
- Aquele bar foi fechado mês passado.
- Rapaz... então deve ter dado alguma ventania e carregado areia pra lá, porque tinha mais terra lá que "kenga" no cabaré de Dunga.
- Tá tá, faz assim, já que tu chegou agora dessa bagaceira de moto, aproveita e me deixa em casa.
- To sem moto po, desde ano passado quando vendi pra comprar aquele manga-larga de 40.000 conto.
- Então como que voce fez a cur... homi, deixe pra lá, vou a pé "mermo", to morrendo de sono."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Poluição.


" - Meu filho , porque tu não deixa botar o projeto de poste aí?

- Eu nada, presta não esse negoço de energia pai.

- Mas a gente vai poder ter geladeira e tomar aquele suquinho gelado óia!

- Num gosto de suco.

- Ventilador, lâmpadas?

- Se deus quisesses luz a noite tinha botado outro sol, e até que bate um ventinho a noite.

- E que tal uma televisão pra assistir desenho?

- Aquelas coisas japonesas do "oião"? Homi! Se passasse Silvio Santos o dia todo eu ainda nao queria!

- Mas sua mãe quer assistir a novela sem ter que ir pra praça na televisão pública e eu assistir o Globo Rural de manhã!

- Que nada, ela gosta de ir pra lá falar da vida do povo. Se ela não for vai ficar sem assunto e eu nao quero que mainha fique triste.

- Se você não me dizer porque peste não quer o poste aí eu vo botar agora "mermo"!

- Você não vai dar uns "gato" em mim não?

- Diga logo!

- É que é assim painho... se você botar esse negoço aí eu não vô poder soltar mais pipa.
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