quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O namorador.


Tava em casa sossegado esses dias, quando um amigo me liga e chama pra ir pra uma festa numa cidade vizinha, quando questionado sobre a qualidade da festa e das pessoas presentes o seguinte diálogo foi estabelecido:

- Oxe, já liguei pras todas as meninas da cidade avisando que a gente ia.

- Sim, bonito é chegar lá e não pegar nada.

- Relaxe, mandei elas irem logo "amolando o priquito", quem manda lá sou eu rapaz!

Chegando na "terra prometida" nem a namorada do infeliz apareceu pra recepciona-lo, ficamos sozinhos na praça que nem dois abestalhados, a saída foi pegar a estrada e ir para outra cidade já que era dia de discoteque que funciona da seguinte maneira, uma garagem véia, com um negoço no teto e umas luzes piscando imitando um jogo de luz, umas caixas de som dessas de carro no pé da parede, homem paga 2 reais(se não pechinchar) e mulher entra de graça, e o cd de Aviões do Forró tocando até abusar. Aguentamos 5 minutos e voltamos pra casa. Outro dia desse me liga novamente e o diálogo foi assim:

- E aí, "vamo" lá hoje de novo?

- Rapaz, é o seguinte, tenho amor ao meu orgão sexual, já faz 5 dias que voce falou pras meninas que iam, se realmente elas estavam amolando o negoço, hoje deve tá tão afiado que tô até com medo de ir.

Tirei dos meus roteiros de festas as cidades "amoladas".

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cinco anos na universidade. Sabem menos que crianças de cinco anos.


Por Mário Júnior*


Era o grupo mais revolucionário do movimento estudantil. Contra os governos. Contra os partidos. Contra a repressão. Contra o neoliberalismo. Contra o capital. Só não era contra si próprio.

Sentiam-se como o mais coerente dos grupos políticos organizados. Os únicos que não se vendiam por nada e que saiam coerentes de toda e qualquer situação. Os únicos verdadeiramente vermelhos e combativos. Todos os outros possuem máculas, exceto eles. Só eles são virgens!

Eleição para o DCE-Ufal? Se tiver partido político na chapa eles não participam, é uma “aliança eleitoreira” e revolucionários-radicais-e-vermelhos não se vendem ao parlamentarismo burguês!

Por isso, os revolucionários abandonaram a chapa: para não macular sua coerência suprema. E quem quis entrar na chapa? Esses sofrem de um crônico “reducionismo teórico”, passaram a enxergar que “a crise da humanidade é uma crise de direção”, não são revolucionários o suficiente para formar frente com eles!

Pois bem. Os revolucionários de verdade são assim: como nômades, trilham solitários o caminho da pureza. Isso faz bem para o ego. Dá pra afirmar numa discussão de barzinho: “eu fui o único que resistiu e minha camisa vermelha é mais vermelha do que a sua!”

Mas não dá pra esquecer que, na prática, enquanto um grupo de “eleitoreiros” acordavam às 5 horas da manhã para evitar um golpe do PcdoB que inviabilizasse as eleições de um DCE que não possuía gestão fazia mais de um ano; os revolucionários-radicais-e-vermelhos dormiam em suas casas, com seus pijaminhas vermelhos, cobertos com seus lençóis vermelhos e abraçados aos seus bakunins de pelúcia vermelhos.

Isso porque quem tem que organizar uma entidade ou um Congresso Nacional de Estudantes está sendo guiado por um “reducionismo teórico”. A saída não está nesse tipo de prática, mas sim no mar. O mundo não é feito por 2/3 de água sem motivo.

Organizemos os pescadores para dominar os sete mares, encontrar Atlântida e fazer dela a capital do comunismo!


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O pé pornográfico.

Há muito tempo, eu devia ter uns 12 anos e saia de casa pra jogar bola numa quadra perto de casa, no caminho existia um pé que dava um fruto verde, cujo formato lembrava duas cabeças de pênis coladas uma na outra, por isso era chamada de pé de pica na região. Outro dia lembrando histórias da infância um colega me explicou que o nome do pé nao era o que a gente chamava, o nome certo seria "bom nome", quando eu questionei sobre o porque desse nome ele falou que o senhor que vende churros na cidade um dia explicou o porque, tintin por tintin.

"Assim que Deus fez o mundo, mandou os anjos botarem nomes nas coisas. Um anjo viu uma planta meia esquisista e perguntou:

- Ow Deus, essa planta aqui é diferente, eu boto que nome nela? Parece um pé de pica!

Deus olha pro anjo e responde:

- Bom nome!"

*Bom, lembrei dessa história esses dias, procurei no google uma foto mas pelo jeito o nome não é nenhum desses que eu pensei que fosse e falei no texto(bom nome, pé de pica), mas quem ja viu o pé vai saber de qual estou falando, para quem estuda na UFAL e é curioso, existe um pé desse lá no pátio do CCBI(Centro de Ciências Biológicas).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

História pra boi durmir.


*Baseado em histórias verídicas sobre a vida de Erick Tampinha.

"- Que foi isso na tua mão hein? E porque tu tá todo sujo de terra?
- Oxe, tá sabendo não? Cheguei agora duma vaqueijada ganhei o primeiro prêmio, pense na moleza.
- Moleza nada, tu tá com a mão toda fufida aí, enrolada nesse pano véio. Como foi isso?
- Foi que inventei de puxar o último boi com dois dedo só, aí o fi da peste devia ter umas 15 arroba, puxei a primeira vez e o bicho não veio, ai ele se invocou e puxou de volta amassando meu dedo e quebrando em 11 pedaços.
- Sim, mas tu ganhou o prêmio? Fizesse como entao pra derrubar o boi?
- Ha po, quando ele puxou eu cai do cavalo com o dedo quebrado, ai corri como a peste, cheguei atrás dele e dei uma tesoura, caiu certinho na faixa.
- Isso né conversa não?
- Confia nos amigos não é?
- Tá certo, tá certo, aí tu ficou sujo da carreira que deu foi?
- Não, a carreira que eu dei foi quando tava saindo do sítio na moto, veio uns 3 caras de moto também atrás de mim pra roubar os 500 conto da vaqueijada, aí eu botei pra correr.
- E se sujou da terra voando na cara?
- Não, me sujei quando fui fazer uma curva perto do DNER, aquele retorno eu fiz a 120 km, fiz a curva tão deitado que pode ver que entrou areia até no bolso.
- Mas lá é asfalto já, num tem areia pra entrar no bolso não.
- Oxe, tá sabendo não da reforma daquele bar em frente ao retorno? Tá cheio de areia pra fazer o cimento po!
- Aquele bar foi fechado mês passado.
- Rapaz... então deve ter dado alguma ventania e carregado areia pra lá, porque tinha mais terra lá que "kenga" no cabaré de Dunga.
- Tá tá, faz assim, já que tu chegou agora dessa bagaceira de moto, aproveita e me deixa em casa.
- To sem moto po, desde ano passado quando vendi pra comprar aquele manga-larga de 40.000 conto.
- Então como que voce fez a cur... homi, deixe pra lá, vou a pé "mermo", to morrendo de sono."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Poluição.


" - Meu filho , porque tu não deixa botar o projeto de poste aí?

- Eu nada, presta não esse negoço de energia pai.

- Mas a gente vai poder ter geladeira e tomar aquele suquinho gelado óia!

- Num gosto de suco.

- Ventilador, lâmpadas?

- Se deus quisesses luz a noite tinha botado outro sol, e até que bate um ventinho a noite.

- E que tal uma televisão pra assistir desenho?

- Aquelas coisas japonesas do "oião"? Homi! Se passasse Silvio Santos o dia todo eu ainda nao queria!

- Mas sua mãe quer assistir a novela sem ter que ir pra praça na televisão pública e eu assistir o Globo Rural de manhã!

- Que nada, ela gosta de ir pra lá falar da vida do povo. Se ela não for vai ficar sem assunto e eu nao quero que mainha fique triste.

- Se você não me dizer porque peste não quer o poste aí eu vo botar agora "mermo"!

- Você não vai dar uns "gato" em mim não?

- Diga logo!

- É que é assim painho... se você botar esse negoço aí eu não vô poder soltar mais pipa.
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