domingo, 18 de março de 2012

A arte de gaziar aula

Aprendi cedo a gaziar aula, a primeira vez foi na quarta série quando estudava no Anchieta, lembro que fugi pra ir jogar num videogame novo que tinha sido aberto próximo a rua São Pedro, desde esse dia a técnica foi aprimorada e desenvolvida até chegar o dia em que a casa caiu.

Na sexta série descobri com mais dois amigos uma falha na segurança dos banheiros do Ginásio Santana, sempre íamos lá em patota pra riscar as paredes com xingamentos, besteiras e brincar de gembrada. No fim do corredor que da acesso ao banheiro havia uma porta antiga, bem fechada, mas com um cadeado antigo, o colégio já tinha completado seus 50 anos de existência e antes de ser escola era a delegacia da cidade, percebemos que o cadeado podia ser do tempo do ronco.


O local já era usado para fugas, vi alguns estudantes expulsos da aula irem para lá se esconderem do monitor Maxwell e subirem no muro para pular para o colégio ao lado, o Francisco Correia, e de lá pularem um muro menor, no entanto essa porta seria sem perigos de queda e mais rápido, já que dava diretamente pra rua.


Investimos no plano, durante uma semana íamos ao banheiro e tentávamos arrancar a fechadura com cadeado e tudo, depois de um tempo a notícia se espalhou e mais gente entrou na empreitada. Menos de 5 dias depois a fechadura estava toda frouxa.

No intervalo decidimos sair, eu e mais três amigos, um quarto ficaria na sala pra quando perguntarem da nossa ausência responder que passamos mal e fomos liberados pela direção. Tudo feito, saímos correndo pela porta até a praça da Bandeira e depois até atrás da Toca (um bar) onde havia um videogame, quando se tem pouca idade as opções de curtir não são muitas e o videogame era a mais legal. Revezávamos, dois jogavam e um ficava na entrada olhando pro colégio, vendo se alguém mais alguém abriria a porta de fuga.

A coincidência é que os coordenadores do Ginásio tiveram a mesma idéia, a janela da coordenação tinha vista precisa sobre a praça e parte do videogame, e a gente inocente não tinha pensado nisso. Meia hora  depois o funcionário do videogame manda a gente olhar pra fachada do colégio.

Era o coordenador acenando e dando tchau pra gente.

1 comentários:

Myzia Estevão disse...

kkkkkkkk, mas é bestinha!

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